quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Day 1


(Post escrito dia 29 de Dezembro)

Não há jet lag aqui em BA porque estamos uns paralelos ao lado do de Lisboa, o que traduzido em miúdos quer dizer que são apenas três horas de diferença. Às 6:30 da manhã estava já pronta para correr a maratona e decidi não ter piedade do meu novo marido e acordei-o. Normalmente nos países que conheço da América Latina a vida matinal começa muito cedo, pelas sete da manhã, mas aqui na Argentina parece ser diferente. Saímos do nosso apartamento com três andares (sala, quarto e terraço) e não havia viva-alma na rua, lojas e cafés fechados, ao longo de umas boas quadras a andar lá encontramos uma praça com um café vazio, ainda a receber o stock do dia, mas que nos serviu o pequeno almoço. Como era cedo achamos que era um bom dia para conhecer Colónia, uma cidade do Uruguai, mesmo ao outro lado do Rio da Plata, que é património da humanidade. Mas como nem tudo é fácil nas viagens, sejam elas de lua de mel, de lazer ou de trabalho, demo-nos conta que só havia ferrys dia 31 e não hoje por tanto o passeio que vos ia contar hoje fica para o ano, altura em que vos falarei desta cidade (já temos bilhetes para o último dia do ano que vai ser passado em terras uruguaias).

Com um sol radioso e uns tórridos 26ºC com 83% de humidade, como anunciava a telefonia dum dos nossos taxistas, pusemo-nos a andar a pé e passamos pela Av. 9 de Julho, a mais larga do mundo onde vimos o belo obelisco situado no meio da avenida. Caminhamos pela calle Florida, creio que a única rua pedonal de BA, com alguns restaurantes para turistas e ficámos um bom bocado na Torre Monumental, onde não pudemos subir porque o elevador não funciona faz agora 4 anos mas onde o simpático Daniel nos explicou os pontos obrigatór

ios da cidade o garantiu-nos que o elevador estaria a funcionar antes do 25 de Maio de 2010, altura em que se vão cumprir 200 anos da independência da Argentina e, promessa do Governo, todos os monumentos da capital estarão restaurados e prontos a visitar (exemplo é o Teatro Colón, um maravilhoso edifício hoje coberto de andaimes, que começou a ser construído em 1880 e nunca antes tinha sido restaurado (fonte desta informação um dos nossos taxistas do dia de hoje).

A fome apertava e fomos a um restaurante espanhol recomendado pelo guia, a decoração era tão espanhola que poderíamos dizer que estávamos em plena Madrid, exceptuado o facto de ninguém estar a falar alto e a fumar cinco cigarros por minuto para cima de nos.

Saídos do restaurante, uma surpresa: chuva. Então decidimos “despachar” o Museu de Belas Artes e ficámos surpreendidos com a sua fantástica colecção, cheia de quadros de artistas europeus desde o século XV até aos nossos dias e com uma interessante colecção de artistas locais. Destaque para uns quantos quadros do Goya, já do período negro do pintor; de alguns quadros de pintores franceses do século XIX, de um van Gogh e dois Modiglianis (sempre maravilhosos) e de um Pollock intitulado Estrela Fugaz que nos apeteceu trazer para casa.

Jantarinho: estava na hora de comer a famosa bifalhada argentina. Na antiga zona do porto, onde permanecem os guindastes que outrora descarregavam os navios (tipo Torre da Galp na Expo), entramos no restaurante Estilo Campo onde desfrutamos de um bife jugoso (mal passado) que vinha com a vaquinha amorosa que podem ver na imagem para que não houvesse dúvidas de que o bife estava ao nosso gosto e como tínhamos pedido. Depois do repasto e de termos virado uma garrafa de vinho dirigimo-nos ao Hotel Faena para beber um copo. Muitos dos que já vieram a BA aconselharam-nos a visitar o bar deste local mas certamente tiveram mais sorte que nós porque tirando as azeitonas que vieram com as bebidas o Faena pareceu-nos pretensioso de tão barroca que é a decoração (as torneiras da casa de banho são cisnes), o copo de cocktail do João estava partido e as pessoas no bar fingiam divertir-se ao som da pior banda que já ouvi na minha vida e que destoava completamente do sitio onde nos encontrávamos: um rockabilly com calças justas, cabelo em pé e a cantar umas musicas tipo mix Beattles e Bob Marley ou então uma versão rock de uma música do Frank Sinatra. Mau de mais. Primeira experiência traumatizante da viagem.

Besos

Rita

2 comentários:

  1. Bem...A festa ainda nã acabou e já estão a organizar a próxima ! Estou muito orgulhosa com as fotografias dos cubos.
    Não conheço esse quadro do Pollock mas já vou procurar na net e passar a conhecer.
    Essa Colónia no Uruguai penso que é um pedaço do nosso Portugal por essas terras, o qual acho que era no Brasil e que depois de algumas "divergências de opinião" fronteiriças acabou do outro lado.
    Bjs

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  2. Ritinhaaaaaaaaa!!! Hello!!!

    Que aventuras tão booouas já aqui tens, miuda! Paparoca, caminhada e Museu de Arte!!! E fotografias desses grandes mestres para eu babar aqui o teclado???

    Armando-me um bocadinho em sentimentalóide, obrigado a ambos pela festa de Sábado passado, foi fenomenal. Escrevi uma nota sobre o assunto no meu blog, têm de ir ver e comentar:

    http://exnihilobyannouk.blogspot.com

    Entretanto, espreitei também o site com as fotografias oficiais e gostei muito! Estás linda de morrer em todas, "preciosa" =)

    Aproveitem, divirtam-se muito e entrem em 2010 com toda a energia!!! Falta apenas uma horinha e um quarto para se festejar aqui =)

    Beijo doce,

    Ana

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